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Eu sou sócio

Lucas Antonio Ribas Casagrande A OSRP é o maior patrimônio cultural de Ribeirão Preto. Somos privilegiados por termos uma orquestra sinfônica ativa, de excelente qualidade e que proporciona momentos de emoção ao seu público fiel com concertos e solistas de alto ní­vel, no belíssimo Theatro Pedro II e em outros espaços públicos. Além disso, a OSRP é acessível a todos e está sempre presente nos grandes eventos da cidade e da região.

Carmen Cagno A orquestra é importantíssima para a cidade. É uma referência cultural que devemos incentivar e com a qual devemos colaborar. É um grande bem de produção e consumo cultural. Uma cidade como Ribeirão Preto precisa muito descobrir novos valores e a Orquestra é um dos caminhos para isso.

Silvia Viesti de Oliveira
 Sempre gostei da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Estudava piano e procurava não perder as apresentações. Eu e meu marido (Nelson Fernandes de Oliveira) frequentamos os concertos desde a época de namoro – agora vamos completar 43 anos de casamento. Nós nos tornamos sócios por convite de algum amigo. Tenho vários momentos especiais como lembrança: as apresentações com o coro, o concerto com o violinista alemão Nicolas Koeckert, um concerto com João Carlos Martins e tantos outros que estão na nossa memória.

Laís Maria Faccio
 tem 86 anos e associou-se há pelo menos 50. É tanto tempo que ela sequer recorda o ano exato. Quando Spartaco Rossi regeu a orquestra, Laís era coordenadora do coro. Rossi encaminhava a ela uma cópia da partitura de cada voz. Junto com uma grande amiga, Laís copiava a mão todas as partituras para os coralistas. “Não tínhamos copiadora ou serviço de cópias”, lembra com emoção. Esse coro chegou a apresentar-se no Teatro Municipal de São Paulo, sob a regência de Rossi. Desde então, Laís é uma parceira incansável. Ainda hoje convida pessoas para se associarem. Certa vez, uma mulher que encontrou no centro da cidade contou a ela que vivia aqui há pouco tempo e buscava novas amizades. Laís a convenceu a associar-se à OSRP. Elas fizeram companhia uma a outra por vários anos aplaudindo a Orquestra em seus concertos.
Depoimento à revista Movimento Vivace da OSRP, edição agosto de 2011

Helena Jardim de Souza Mattos
, depois de viver vários anos na cidade de São Paulo, voltou para Ribeirão Preto e, como primeira medida, associou-se à OSRP. “Foi uma homenagem à minha mãe, Ana Reis Jardim, uma das primeiras sócias da Orquestra. Lembro-me quando era criança: ela não perdia um concerto e sempre me levava junto. Nosso amor à música e ao que a OSRP foi para a nossa família só representa coisas boas”.
Depoimento à revista Movimento Vivace da OSRP, edição agosto de 2011

Idelson Costa Cordeiro é sócio há bem menos tempo do que Laís e Helena. Ele chegou ao grupo em 2010, convidado pelo presidente Décio Agostinho Gonzalez. “Me sinto parte da orquestra. Eu já sou da casa. Vou às reuniões, aos espetáculos e estou presente sempre que posso”. Ele se declara “apaixonado pela Sinfônica”. Tanto quanto Neide Netto Risso, que é sócia há 70 anos e, como poucos, conta com orgulho que esteve presente no terceiro concerto da OSRP, há exatas sete décadas.
Depoimento à revista Movimento Vivace da OSRP, edição agosto de 2011

Manuela Carolina Nogueira Seu caso é muito especial. O título de sócia da OSRP ela ganhou de presente do pai no seu aniversário de 17 anos. No começo, Manuela fez as contas e convenceu-se que o investimento valeria mais a pena do que comprar ingressos avulsos para os concertos. “Mas percebi algo bem maior - que cultura nunca é demais e todos temos que ter cultura para acreditar, para fazer, para pensar. Para aqueles que não conhecem esses benefícios é preciso experimentar”. A jovem Manuela Carolina Nogueira não teve o mesmo privilégio que Neide, não vivenciou as experiências de Laís, não tem o objetivo de fazer homenagens, como Helena, e tampouco foi levada à OSRP por um amigo. Ela tem 20 anos e é sócia desde os 17. É a mais nova do grupo de cerca de 500 pessoas que colaboram mensalmente com a OSRP. “Meu interesse pela Orquestra começou quando fui para o colegial. Mudei para uma escola que tinha ensino de música e uma professora me incentivou a ir a concertos e apresentações de coros. Tenho um gosto bem eclético para música. Quando digo que é eclético é eclético mesmo, com todas as influências possíveis de meus pais. Gosto desde sertanejo até música erudita”, conta. 
Depoimento à revista Movimento Vivace da OSRP, edição agosto de 2011