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MUSICO - José Maria Lopes - trombone

José Maria LopesJosé Maria Lopes poderia ser hoje engenheiro civil. Mas foi encantado pelos sons da primeira orquestra que viu na vida. Zé Maria, como é chamado pelos colegas, é um dos mais antigos músicos da OSRP. Tem 46 anos e está há 32 na Orquestra.

Já era técnico em edificações pela Instituição Moura Lacerda e projetista mecânico pela Escola Técnica Protec, de São Paulo quando começou como montador em 1979, distribuindo as cadeiras no palco para os músicos que iriam se apresentar. Depois passou a arquivista e sua função era guardar as partituras utilizadas nas apresentações. Em 1980 iniciou na Escola de Música da OSRP e foi aluno do professor Paulo Pinto de Souza e Diva Tarlá de Carvalho. E estudou na Universidade Livre de Música em São Paulo, com o professor Aparecido Donizete Fonseca.

“Nem passava pela minha cabeça ser músico da Sinfônica de Ribeirão”, diz o trombonista que tem um sonho que, como ele mesmo diz, jamais será realizado. “Minha mãe nunca me viu tocando, nem meu pai. Esse sonho, infelizmente, vai ficar por conta de Deus. Ela sempre insistiu muito para que a gente estudasse. Tanto minha mãe quanto meu pai.”

José Maria é o segundo filho de Arlinda Isabel Marques Lopes, cozinheira, e Álvaro Conceição Lopes, mecânico. Nasceu em Quirinópolis-GO e veio para Ribeirão ainda jovem. Dos seis irmãos, nenhum foi músico. Na família, ligado à música só houve um tio – João Marcelino Nogueira – que foi trombonista em uma banda de Morro Agudo-SP.

Tem quatro filhos e é casado com a cantora Jaqueline Albuquerque Lins. Em Santa Cruz da Esperança, a 45 km de Ribeirão Preto, é maestro da Banda Marcial Municipal que está em reestruturação com a primeira apresentação agendada para o segundo semestre deste ano. A banda foi criada há oito anos e conta em seu quadro com crianças da comunidade entre 8 e 14 anos de idade. “O projeto deslanchou este ano com apoio da Prefeitura Municipal”, comemora o músico que é também professor de trombone da Banda Marcial Municipal de Serrana, a 20 km de Ribeirão Preto.

Professor de xadrez, aprendeu com o falecido campeão ribeirão-pretano Wanderlei de Melo, o ‘Canarinho’. “Afastei-me do xadrez com a morte dele. Toma muito tempo. Para um campeonato é preciso preparar por uns seis meses no mínimo”. Mesmo assim deu aulas de xadrez na rede municipal de ensino de Ribeirão Preto entre os anos de 2000 a 2008. Prefere a construção e desconstrução dos sons às construções de concreto.

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